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domingo, 24 de março de 2019


Dia 17 de abril de 2004. Fui sozinho para o Castelão, com a esperança de quem, desde pequeno, escuta o pai dizer que “o Ceará é o time das causas impossíveis”. Isso porque o outro time – o Fortaleza – jogava pelo empate na final do segundo turno do Campeonato Cearense, e a torcida deles já comemorava o título, que seria arrastão. Seria...

Aos 44 minutos do segundo tempo, enquanto a torcida do outro lado já começava a comemoração, Goiano se livra do marcador na meia-esquerda (“esse deve ser o último lance do jogo...”) e lança na medida para Zezinho, que ajeita (“ai Zezinho, passa dele!”), dribla o zagueiro, que cai de bunda no chão (“ele vai fazer!”), se aproxima do Magrão (“macho, chuta essa bola!”) e dá outro corte, deixando o goleiro caído. Com o gol livre, Zezinho dá um toquinho na bola, que chega, mansa, às redes. O atacante vai para trás do gol e abre os braços, comemorando daquele seu jeito Romário de comemorar. Gol!
Eu me sentei. Embasbacado. E olhei para o chão sem acreditar muito que o Zezinho tinha feito aquilo, daquele jeito mágico, aos 44 minutos, em cima deles... Fui me levantando devagarzinho, olhando de um lado para o outro, bobo com a loucura da comemoração da minha torcida e relembrando da frase do primeiro parágrafo. Agora, sim, eu comecei a comemorar e me juntei à gritaria do lado alvinegro do estádio.
Gravado na memória

Com o fim do jogo, sentei de novo, comprei uma água e fiquei vendo a comemoração da torcida. A sensação era de que eu tinha de gravar cada momento daquele dia para poder contar, velhinho, para os filhos e os filhos deles. Gente se abraçando, homem chorando, criança pulando de alegria, a torcida inteira gritando o hino e batendo palmas em agradecimento por aquela vitória incrível e, principalmente, pelo golaço do Zezinho.
Não sei como é torcer pro outro lado, mas “ser Ceará é um estado de graça”, que nós temos a felicidade e o privilégio de viver em cada instante de nossas vidas.

 
João Vilnei de Oliveira Filho 
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1 X 1
O primeiro confronto pela final do segundo turno terminou empatado por 1 a 1. Paquito e Rinaldo marcaram os gols de Ceará e Fortaleza, respectivamente.
36 MIL
O público na final do turno foi de quase 36 mil pagantes - exatos 35.926 torcedores. Além deles, foram 3.119 não pagantes.
CAMPEONATO CEARENSE 2004
CEARÁ 1
TÉCNICO: LULA PEREIRA
CEA: 3-5-2
MARCELO SILVA, IVAN, ALAN, RENATO CARIOCA, MAXSANDRO, C. BAIANO (FRED), MICAEL, (PERIS), WILTON GOIANO, MARCELO
SÉRGIO ALVES (ZEZINHO), PAQUITO
FORTALEZA
FOR: 3-5-2
TÉCNICO: GIVANILDO OLIVEIRA
MAGRÃO, ÉMERSON, ZADA (WILSON SURUBIM), RONALDO ANGELIM
SÉRGIO(CHIQUINHO), ERANDIR, CHICÃO (AGNALDO), JUNINHO GOIANO
LÚCIO, RINALDO, MAZINHO LIMA
Local: estádio Castelão
Data: 17/4/2004
Árbitro: Marco Antônio Sampaio
Assistentes: Nogueira da Silva e Dayse Toscano
Renda: R$ 339.175,00
Público: 35.926 pagantes
Gol: Zezinho (43min 2ºT) (Ceará)

segunda-feira, 18 de março de 2019

domingo, 10 de março de 2019

Clássico Rei o Primeiro de 2019 - Que Jogão de Bola


Ceará x Fortaleza
Ceará x fortaleza se encontram em mais um histórico Clássico Rei neste domingo, o primeiro do ano de 2019 e já decisivo para o Fortaleza, que não pode perder o jogo para não se complicar ainda mais na tabela e correr o risco de desclassificação antecipada no estadual.

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